Como lidar com a frustração nos primeiros anos de vida?

Acolher com limite
O acolhimento não significa que a criança pode fazer o que quiser. É uma forma de ensinar que ela pode ser escutada e atendida quando aprende, pouco a pouco, a expressar suas vontades e limites. Ao entendermos como ela se sente, podemos contornar a situação, ajudando a criança a entender que nem tudo o que ela sente pode ser colocado em prática. Isso acontece porque, nessa fase do desenvolvimento, a criança ainda não possui maturidade neurológica para controlar impulsos sozinha, necessitando do adulto como regulador externo.
Nessa etapa, a criança estará lidando cada vez melhor com a frustração. Ela já conseguirá entender e se acalmar, aos poucos, sozinha e sob orientação. Desse modo, é possível negociar com a criança, para que entenda que nem tudo é proibido ou permitido, mas sim acordado.
“Pode ir brincar. Daqui 30 minutos eu te chamo para o banho, combinado?”
Assim, a criança aprende a reconhecer limites e a respeitar a palavra dos pais, além de ajudar na autorregulação e em reações mais equilibradas.
Ao agir dessa forma, a criança passa a entender os prazos estabelecidos e, aos poucos, a autonomia se desenvolve para que ela aja de forma independente em relação às suas futuras tarefas. É importante se adequar à necessidade de cada criança, sob criação e convívio com os demais. É natural que haja momentos em que ela contrarie ou não aja de acordo com os combinados. Esse é um processo que não ocorre de imediato, mas a longo prazo, e a constância dele fortalece o que está sendo construído.
A aliança emocional da escola com a criança
A escola é um dos espaços mais importantes na formação emocional da criança no dia a dia. Nesse ambiente, ela aprende a dividir espaços, compartilhar brinquedos e a conviver de forma saudável com os colegas, dentro de uma rotina que organiza seus momentos e atividades. Esse processo contribui para que a criança compreenda as diferenças e aprenda, aos poucos, a lidar com limites. Essas vivências são fundamentais porque oferecem experiências repetidas de interação social, essenciais para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e das funções executivas.
Como parte desse processo, o Fadelito se compromete em oferecer uma rotina estruturada, em um ambiente participativo, que incentiva a criança a compreender suas emoções, tanto individuais quanto coletivas. Além disso, priorizamos o alinhamento e o apoio às famílias, fortalecendo a confiança e o vínculo com a escola.
Na escola, a criança aprende a esperar a sua vez, a compartilhar experiências e a conviver em grupo. Essas vivências também contribuem para o desenvolvimento da autorregulação, por meio das interações e propostas realizadas em sala.
O adulto como alicerce emocional da criança
O adulto desempenha um papel fundamental na vida da criança, sendo uma figura de segurança, confiança e referência. Muitos dos seus comportamentos são observados e reproduzidos, especialmente nos primeiros anos de vida, quando a criança aprende por meio da convivência e da repetição. É nesse processo que ocorre a chamada co-regulação: o adulto empresta seu equilíbrio emocional para a criança até que ela desenvolva, gradualmente, sua própria capacidade de se autorregular.
Diante de momentos de frustração, é importante que os pais saibam acolher e conduzir a situação com equilíbrio, ajudando a criança a compreender o que está sentindo e a encontrar formas mais adequadas de se expressar.
A parceria entre escola e família fortalece esse processo e contribui para o desenvolvimento emocional da criança. No Fadelito, priorizamos esse vínculo e oferecemos suporte às famílias, para que cada etapa seja vivida com acolhimento, cuidado e intenção.




